Vivo. Desconfiado, cada folhinha, cada capim ameaça. Rezo para que o chão não tenha pedras daquelas que fazem a picareta tinir alto a ponto de acordar os defuntos cercanos. Rapo a terra por cima em gestos despachados, molhando com o suor da testa até as gotas serem chupadas.
Vivo teso. Ar de cortar com machado. Vai daqui um pensamento de que, se eu enterrar essa coisa, evito o pior.
E foi um buraco fundo. E coube a mala inteira de Eucatex. E ficou bem no seio do planeta. Que fique!
Dei as costas ao serviço concluído e ia saindo do capão e da fatalidade para todo sempre quando...
A gente imagina que foge, mas do destino, só a morte.
....A cabeça se riu lá das entranhas do mundo. Riu é gritou alto até ser ouvida pelos últimos urubus do céu.
Qual é o pecado de que querer esconder o mal feito?
Foi na covardia que esse um me tocaiou e deus permitiu que eu fosse vencedor. Já defunto, senti que devia separar o corpo do matador da sua cabeça arquiteta de ruindades.
Rodeei uns passos indeciso com o que fazer. Desisti.
Não desistiu da sua tenção de me maltratar o jagunço Hermínio Pires mesmo depois de não ser mais nada.
Instauratio magna
8 minutos atrás
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