terça-feira, 13 de abril de 2010

Na idade das pedras.

Naquele dia resolvi parar.
Pensei em todo mal que ela me fez.
Pensei na familia que já não tinha mais.
O lixo acumulando nos cômodos da casa. A casa toda em ruina.
Decidi acabar com aquela vida vulgar.
Suando e tremendo joguei cachimbo e isqueiro longe.
O suor fedia. Os dedos em carne viva.
A alma podre.
Larguei e me ergui no meio do lixo.
Dei dois passos peguei o cachimbo e voltei com tudo de novo.

1 comentários:

  1. Porque tudo que se quer perpetuar é o que já existe para nós
    e tudo que se sabe existir é o vício, o risco, o rito
    e a lança que um dia decidimos quebrar e lançar no espaço com escudo e tudo.

    Que saudades, S.

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