quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Eu e você.

Agora somos nós a desatarmo-nos a sós. Somos um refrigerante borbulhante derramado na toalha. Somos essa barraca tremula em meio aos grilos astrais.
Piorou que a lua nos achou nessa clareira. Estripulemos por causa disso.
Sabe essa pele branca sua que brilha no escuro? Seus triangulos e bolinhas e fios? Seus barulhos de joelho estralando, cavidades?
Sabe?
Adoro.
Agora manhã e pios. Mais frio, nossos filhos civilizados. Ia comer miojo lá fora e volto preso ao cabelo espagete bolonheso.
Objeto meus desejos que vem antes dos teus. Os teus primeiro. Os teus. Sei que meus serão muito desejo, muito.
Raios, água. Dissolveremo-nos no poço eu saci tríplice, você Iara flúida.

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